quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Algo.

Dentro do meu corpo solido
Correm feridas passadas
Sentidas no fervor da dor
Sinto o vazio, o sufoco,
De quem se perdeu no tempo.
Recrio visões ingénuas do amanha
Na esperança de algo melhor.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Acontece.


No longínquo mundo...
Medo, terror espalhado pelo rosto dos mais inocentes.
Um segundo e tudo o que tinha sido construído foi levado...
Levado pelo bem mais necessário a vida. Agua.
Vaguemos a procura de seres.
Perdemos simplesmente o controlo do que nos rodeia.
Fica a mais infame ideia, que no mundo podemos comandar...
Quando na verdade são nos tirados pedaços de alma.
O medo instalou-se.
O pânico revelou-se.
Acontece.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Incapaz

Sentimos incapacidade.
De realizar nossos sonhos,
Voar pelo pensamento,
Abrir as mãos e agarrar o mundo,
Somos consumidos pelo medo;
Iludimos o amanha,
Pensamos antes do depois...
No fim, no fim do começo;
Voltamos ao inicio...
Choramos a perda de uma vida,
Discutimos com o nosso próprio ser,
Agarramos nas nossas entranhas,
Ódio, raiva, tentação imune,
Afinal de que somos capazes?
Meros seres somos;
Interrogo me.
Se somos mesmo capazes de iludir a incapacidade.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Na minha janela

Vendo o tempo passar,
O corpo a tornar-se frágil,
O tempo de meninice que jamais voltara...
Os momentos que passei,
Agora nada é igual.
Fico a janela...
Contemplando minhas memorias,
Sorriu com esperança para o mundo lá fora,
O tempo continua passando,
Vivo momento a momento com serenidade.
Estou feliz porque sei...
Que nesta janela todo passei,
E que nela muitas mais pessoas irão passar...
Eu fui e sou Feliz,
Porque nesta janela tudo encontrei.

Só mais uma vez...


Olha-me só mais uma vez,
Dá-me somente mais um beijo,
Nem que seja por um segundo.
Mostra-me só mais uma vez...
A tranquilidade do teu ser,
Queima-me com os arrepios do teu toque,
Faz-me rir, chorar;
Faz-me querer partir e não ir,
Abraça-me só para me largares no instante seguinte...
Ri, chora, mas ri e chora comigo,
Dá-me só mais uma vez a lua daquela noite,
Odeia-me, ama-me, permite-me...
Amar, odiar-te, sentir tudo, um turbilhão de emoções...
Ouve-me, desaparece e chama-me...
Só mais uma vez.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Saudades

Tenho saudades...
Não muitas mas imensas...
Daquilo que fui,
Daquilo que era,
Daquilo que poderia ter sido!
Tenho saudades...
Não muitas mas imensas...
Do que tive e ja não tenho,
Do que fui mas ja não sou...
Tenho saudades...
Não muitas mas imensas...
De quem veio e ja foi,
De quem passou e nada deixou,
De quem passa e todo deixa...
Tenho saudades...
Não muitas mas imensas...
De tudo,
De todos,
De nada!

Auto retrato

Sou um ponto sem acabamento,
Sou tão grande como um poço sem fundo...
Tudo o que digo depressa se torna confuso,
Uma palavra, um gesto,
Para muitos é mais complicado ,
Do que um labirinto sem saídas visíveis...
Um pássaro sem assas,
Que à todo o momento,
Sem saber onde acaba;
Se interroga com algo que muitas vezes não existe...
Sou um todo de um nada.

Vida

Vida não é caminho,
Decisão não é encruzilhada,
Meta não é destino,
Nós não fazemos caminhada,
Vida é aqui e agora,
Hoje este dia mesmo que triste,
O passado nos toca...
O futuro não existe...

Porque teimamos em não ter vida?

Quando menos esperamos.


Quando menos esperamos...
Tudo acontece, tudo vem...
O mundo desaba por inteiro;
O medo instala-se;
O mundo treme e caimos;
O desgosto aumenta...
Ficamos perdidos,
No silencio, na escuridão;
De que vale?
Perder tempo...
Esgotar hipoteses...
De nada vale!
Digo vos isto...
Porque vivo e tenho esperança...
O amanha será sempre um grande dia!